‘A outra Marine’: quem é a ecologista que faz oposição a Le Pen como uma das líderes da esquerda francesa

Na terça-feira (9), a coligação de esquerda, que saiu vitoriosa nas eleições legislativas da França, mesmo sem maioria absoluta, reivindicou o direito de aplicar seu programa de ruptura política, mesmo que isso signifique forjar alianças parlamentares em uma base específica, enquanto aguarda a designação de um(a) líder para chefiar o governo. Um dos nomes cogitados é o da deputada ecologista Marine Tondelier, que se tornou um pilar da esquerda para conquistar o voto rural na França.

Marine Tondelier está entre os possíveis candidatos ao cargo de primeiro-ministro que o bloco de esquerda apresentará ao parlamento francês, após as eleições legislativas de 7 de julho.
Marine Tondelier está entre os possíveis candidatos ao cargo de primeiro-ministro que o bloco de esquerda apresentará ao parlamento francês, após as eleições legislativas de 7 de julho. AFP – SAMEER AL-DOUMY
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De acordo com os líderes da Nova Frente Popular (NFP), mesmo que eles não tenham uma maioria relativa suficiente para governar sozinhos, eles saíram “na frente” nas eleições. Portanto, Emmanuel Macron não teria outra escolha a não ser convocar um primeiro-ministro saído de suas fileiras – eles se comprometeram a fornecer um nome nos próximos dias – e esse primeiro-ministro formaria um governo de esquerda.

Mas, por enquanto, o presidente não está respondendo aos apelos da coligação vencedora. No domingo à noite, Macron indicou que queria esperar até que a nova Assembleia fosse “estruturada”. Um dos novos nomes surgidos justamente durante os debates da campanha das eleições legislativas na França foi o de Marine Tondelier, conhecida por seus partidários como “a outra Marine”.

A secretária-geral do partido ecologista francês ganhou visibilidade durante a campanha eleitoral legislativa após a dissolução da Assembleia Nacional em 9 de junho pelo presidente francês, Emmanuel Macron.

Enfrentar a extrema direita dentro de seu próprio reduto

Desde que se envolveu com a política, a ambientalista Marine Tondelier, de 37 anos, optou por enfrentar o partido de extrema direita, o Reunião Nacional, (RN, ex-Frente Nacional) de Marine Le Pen em seu próprio reduto: a bacia de mineração do norte da França, onde o eleitorado empobrecido pela desindustrialização e pela negligência do Estado vem se inclinando ano após ano para a extrema direita.

Natural da região de Pas de Calais, no norte do país, Tondelier cresceu em Hénin-Beaumont, onde é conselheira municipal da oposição desde 2014, e cujo prefeito, Steeve Briois, é do Reunião Nacional de Le Pen. Em 2024, Marine Tondelier concorreu como candidata suplente a deputada por esse distrito eleitoral, sabendo que tinha poucas chances de vencer Marine Le Pen. A líder da extrema direita foi triunfalmente reeleita com 58% dos votos no primeiro turno.

Sou membro da oposição ao RN em Hénin-Beaumont há 10 anos. Conheço seus valores e seus métodos repugnantes. E aprendi três

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