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Salmos 102- Rádio Kerigma

Um relacionamento com Deus

Postado por Pedro Braga em Quinta 19 04-2018 23:16
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1 Ouve a minha oração, Senhor! Chegue a ti o meu grito de socorro!

2 Não escondas de mim o teu rosto quando estou atribulado. Inclina para mim os teus ouvidos; quando eu clamar, responde-me depressa!

3 Esvaem-se os meus dias como fumaça; meus ossos queimam como brasas vivas.

4 Como a relva ressequida está o meu coração; esqueço até de comer!

5 De tanto gemer estou reduzido a pele e osso.

6 Sou como a coruja do deserto[173], como uma coruja entre as ruínas.

7 Não consigo dormir; pareço um pássaro solitário no telhado.

8 Os meus inimigos zombam de mimo tempo todo; os que me insultam usam o meu nome para lançar maldições.

9 Cinzas são a minha comida, e com lágrimas misturo o que bebo,

10 por causa da tua indignação e da tua ira, pois me rejeitaste e me expulsaste para longe de ti.

11 Meus dias são como sombras crescentes; sou como a relva que vai murchando.

12 Tu, porém, Senhor, no trono reinarás para sempre; o teu nome será lembrado de geração em geração.

13 Tu te levantarás e terás misericórdia de Sião, pois é hora de lhe mostrares compaixão; o tempo certo é chegado.

14 Pois as suas pedras são amadas pelos teus servos, as suas ruínas os enchem de compaixão.

15 Então as nações temerão o nome do Senhor, e todos os reis da terra a sua glória.

16 Porque o Senhor reconstruirá Sião e se manifestará na glória que ele tem.

17 Responderá à oração dos desamparados; as suas súplicas não desprezará.

18 Escreva-se isto para as futuras gerações, e um povo que ainda será criado louvará o Senhor, proclamando:

19 Do seu santuário nas alturas o Senhor olhou; dos céus observou a terra,

20 para ouvir os gemidos dos prisioneiros e libertar os condenados à morte.

21 Assim o nome do Senhor será anunciado em Sião e o seu louvor, em Jerusalém,

22 quando os povos e os reinos se reunirem para adorar o Senhor.

23 No meio da minha vida ele me abateu com sua força; abreviou os meus dias.

24 Então pedi: Ó meu Deus, não me leves no meio dos meus dias. Os teus dias duram por todas as gerações!

25 No princípio firmaste os fundamentos da terra, e os céus são obras das tuas mãos.

26 Eles perecerão, mas tu permanecerás; envelhecerão como vestimentas. Como roupas tu os trocará se serão jogados fora.

27 Mas tu permaneces o mesmo, e os teus dias jamais terão fim.

28 Os filhos dos teus servos terão uma habitação; os seus descendentes serão estabelecidos na tua presença.

Um das características do salmista é que ele tinha um relacionamento com Deus, quando seu coração estava alegre ele cantava louvores ao Senhor, quando triste clamava ao seu Deus.

Neste, salmos vemos já de início que o salmista não estava bem, sua alma estava abatida, então inicia o salmos clamando, v1 “Ouve, SENHOR, a minha súplica”, um das característica de pessoas que conhece a Deus é o clamor na hora da aflição e quem não o conhece é a murmuração, o salmista conhecia a Deus, por isso mesmo em meio a luta e aflição ele não murmurava antes clamava, no v2 “inclina-me os ouvidos; no dia em que eu clamar” nós precisamos aprender essa postura, pois lutas todos passamos, angústias todos enfrentamos e nestes momentos temos duas posturas para seguir, reclamar e murmurar, ou clamar  e saber que Deus ouve o clamor. O salmista sabia da sua limitação e da sua pequinês, sabia que seus dias eram curtos como o de todo ser humanos aqui na terra, ele diz: v3 “Porque os meus dias, como fumaça”, ele usa algumas figuras de linguagem para descrever o seu sofrimento nos versículos: v4 “Ferido como a erva, secou-se o meu coração”, v5 “Os meus ossos já se apegam à pele” , v6 “como a coruja das ruínas.” Mas em meio a tudo isso ele não murmurava, antes clamava e reconhecia a sua humanidade v11 “Como a sombra que declina, assim os meus dias”, mas também sabia da grandeza do Senhor v12 “Tu, porém, SENHOR, permaneces para sempre, e a memória do teu nome, de geração em geração.” Conhecendo o Senhor, sabendo que Ele é o mesmo de geração a geração ele afirma: v 17 “atendeu à oração do desamparado e não lhe desdenhou as preces.”.

Assim, precisamos entender que nossa vida é dinâmica e limitada, que hora estamos bem, e neste momento precisamos cantar louvores a Deus, hora estamos mal e precisamos clamar e não murmurar, pois a murmuração nos afasta de Deus mas o clamor nos aproximar do Senhor, ao que clama Ele ouve, mas quem murmura morre no deserto.

Diácono Luiz Carlos

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